http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1984-02922010000900008&script=sci_arttext
Caros colegas,
Indico a leitura desse artigo, pois o mesmo trata da temática da produção de conhecimento e verdade no contemporâneo, a partir de algumas considerações de Michel Foucault e Zemelman.
O artigo tem como objetivo apresentar algumas reflexões que nos possibilitem compreender como se estabelece essas produções de verdade e as suas implicações no campo de conhecimento das Ciências Humanas.
Didaticamente, o texto se divide em duas partes: considerações de Foucault sobre saber, poder e verdade e a segunda parte trata das análises de Zemelman sobre o sujeito na produção do conhecimenton, numa realidade que envolve os paradigmas da racionalidade científica e a parametrização dos pensamentos.
A partir das considerações desses dois teóricos, o autor do artigo, procura fazer uma articulação do pensamento de ambos, para mostrar que a produção do conhecimento na área de Ciências Humanas, pode ser um dispositivo de ação a serviço do biopoder que homogeneíza o espaço social e distribui os sujeitos conforme as circunstâncias.
O biopoder, segundo Foucault, está presente nas práticas sociais e produz estratégias de força, a fim de efetivar verdades sobre o sujeito, através do deciframento do corpo e da sexualidade.
O artigo mostra que a importância que foi conferida à sexualidade no século XIX, surgiu da separação do sexo com os "dispositivos de aliança" considerados por Foucault como sendo: o matrimônio, a obrigação religiosa, a procriação da espécie e a transmissão da propriedade pelos laços consanguineos. Desse modo, a sexualidade passou a ser motivo de preocupação, devido ao fato da proliferação de doenças, o que necessitava exercer um controle, para a preservação da saúde e a identidade dos sujeitos sadios. A linguagem clara e objetiva do artigo, possibilita-nos a compreensão das idéias de Foucault e Zemelman no que diz respeito a produção do conhecimento e verdade no contemporâneo. Ambos, parecem ser unânimes ao enfatizarem a necessidade de abandonarmos o pré-estabelecido rumo à ousadia de se pensar o inédito, tanto no campo da subjetividade, quanto na produção do conhecimento.
Espero que gostem!
Ana Paula Ribeiro de Santana
Comentário:
Cara Ana Paula, muito bom o artigo que selecionou. Parabéns!
Abraços, Nilza
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