quinta-feira, 24 de novembro de 2011

GOSTO DE CRUZAR OS BRAÇOS : as representações culturais construídas pelas crianças

Clarice Salete Traversini
Cristiane Müller


Ao perguntar a uma criança de 7 anos como sabia que havia aprendido a ler e escrever,assim respondeu: “ Gosto de cruzar os braços.”Como não entendemos a resposta,solicitamos mais explicações,então ela esclareceu: “ A professora enche o quadro,daí em copio,daí eu digo: prof,terminei,daí ela diz: pode cruzar os braços e esperar os colega terminar.Eu sou meio preguiçoso....Daí é bom ! “
Essa cena mobilizou um estudo para analisar algumas representações sobre alfabetização que circulam entre crianças em fase inicial da escolarização.Partimos da perspectiva de que os discursos escolares são perpassados por relações de poder e que essas relações não são neutras ou desinteressadas mas constituem sujeitos e produzem identidades culturais a partir de um conjunto de representações desenvolvidas em determinada época e cultura.

Gente li esta semana o texto acima e achei-o bem pertinente a nossas aulas e ao nosso dia a dia em nossas escolas.....


Na cena descrita ,o autorreconhecimento do aluno como alguém que conseguiu realizar as tarefas propostas,que é competente no que realiza, atingindo os objetivos e obtendo sucesso na escola,é notório. Fica claro a importância dos rituais no processo de aprender a ler e escrever,que muitas vezes é maior do que a própria aprendizagem.

Concluo portanto que enquanto a criança é alfabetizada ela exerce o seu biopoder e sofre o poder do professor que a acompanha.

Elba Sobral

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