OLÁ COLEGAS,
Compartilhando o artigo de Sirlene Barbosa de Souza da UFPE.
ENTRE O ENSINO DA GRAMÁTICA E AS PRÁTICAS DE ANÁLISE LINGUÍSTICA: O QUE PENSAM E FAZEM OS PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL?
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Resenha Sobre Competência em Imformação
Resenha Crítica | |||||
Dados Gerais | |||||
| Disciplina | Pós-Graduação em Coordenação Pedagógica | ||||
| Professor | Nilza Simões | ||||
| Aluno | Ana Elisabete Barros Lima | ||||
Análise do artigo | |||||
| Título do Artigo: “Competência em Informação: Melhores Práticas Educacionais Voltadas para a Information Literacy” | |||||
| Autor (es) | Elisabeth Adriana Dudziak | ||||
Palavras-Chaves do Texto (no máximo 4 palavras) | |||||
| Informação | Competências | Currículo | Educação | ||
| Descrição do Assunto (no máximo 50 palavras) | |||||
| Trata do desenvolvimento de melhores práticas voltadas às competências em informação, envolvendo programas curriculares integrados e que fazem parte da construção de competências por parte dos alunos. Para que haja competência em informação (information literacy education) é necessário planejamento e engajamento de todos os atores envolvidos com a escola. | |||||
| APRECIAÇÃO CRÍTICA (no máximo 300 palavras) | |||||
| A reflexão nos leva as questões que envolvem as competências que são adquiridas através dos conteúdos trabalhados nos currículos, e que devem estar interligados aos conhecimentos, habilidades e atitudes do aluno. É uma forma de mobilizar os saberes buscando a construção das competências individuais. A autora resgata situações bastante atuais que envolvem a informação como elemento importante dentro da formação do estudante. A forma como a informação é trabalhada na escola passa a ser um grande desafio, pois tratar de conteúdos factuais e conceituais dentro de uma visão tradicionalista em detrimento dos conteúdos procedimentais e atitudinais passa a refletir em uma isenção de mudanças. A escola passa a limitar o conteúdo apenas em seus livros e textos adotados, restringindo outras fontes de informações, diminuindo novas oportunidades de descobertas. Segundo Dudziak, vivemos em uma sociedade do conhecimento onde faz parte lidar com a informação e com o aprender a aprender, que prioriza a atitude de pesquisa, de autonomia crítica e busca pela criatividade. Desta forma as competências em informação, como alfabetização informacional e letramento, ficam presas em velhas convicções e práticas educacionais. Para que este quadro mude é necessária uma estruturação da educação que privilegie a competência em informação, através de planejamento e envolvimento de projetos pedagógicos voltados para esta área, com o propósito de repensar crenças, valores, práticas, voltadas para ações educacionais concretas. Dentre destas práticas é possível citar uma boa biblioteca, tendo um bibliotecário que abrace a causa da competência em informação, buscando atualizar seus conhecimentos e trazer para este ambiente momento de construção do conhecimento com o aluno e professores. A abordagem sócio-cognitiva construtivista e a transversalidade é visto como o recurso colaborador em alternativas que buscam as soluções para que o aluno seja avaliado continuamente, dentro de prática pedagógicas voltadas para programas de competência em informações. | |||||
| Paralelo com a realidade da Disciplina | |||||
| Neste artigo foi possível perceber como a Coordenação e Supervisão Educacional, quando bem estruturada, podem construir com projetos que aperfeiçoe a competência em informação dos alunos, levando a comunidade escolar a uma mudança de comportamento, valores e atitudes. A biblioteca e seus profissionais passaram a ser mais valorizada dentro desta nova percepção, redimensionando novas práticas educacionais que buscam viabilizar diferentes fontes de informações. | |||||
| Author(s): | |
| Title: | COMPETÊNCIA EM INFORMAÇÃO: melhores práticas educacionais voltadas para a Information Literacy |
| Subjects: | |
| Date: | 2005 |
| Abstract: | O objetivo do trabalho é explicitar as melhores práticas no desenvolvimento de programas curriculares integrados que enfatizem a construção da competência em informação dos estudantes, baseado no conceito de information literacy. Enumeram-se os elementos e práticas essenciais no tocante ao estabelecimento, planejamento, implantação, acompanhamento e avaliação de programas de competência em informação em escolas e faculdades. São examinadas as dimensões envolvidas: a dimensão educacional, onde discute-se papel social e político da educação e das instituições educacionais; a dimensão curricular, traduzida em objetivos e ações educacionais que se voltam para o currículo integrado (transdisciplinar) e o aprendizado baseado em recursos (resource-based learning); a dimensão das práticas pedagógicas, que se voltam prioritariamente para a resolução de problemas e a elaboração de projetos de pesquisa, bem como os processos de avaliação, de acordo com a concepção de educação que se pretende: aquela voltada para a competência em informação. O conceito de competência em informação é definido a partir de uma visão sócio-cognitiva construtivista, desenvolvida tanto ao nível do aprendiz quanto do docente, de maneira integrada ao currículo. A disseminação das melhores práticas é essencial à implantação e sustentabilidade de programas educacionais que visem a competência em informação. |
| Conference: | |
| Conference Date: | 2005 |
| Location: | Curitiba, Brazil |
| Publisher: | FEBAB |
| Keywords: | information literacy ; competência informacional ; resource-based learning ; educação ; education |
| Country: | Brazil |
| Type: | Conference Paper |
| Rights: |
terça-feira, 29 de novembro de 2011
MAIS ENDEREÇOS DE VÍDEOS INTERESSANTES!
Caras colegas,
Seguem, abaixo, links de vídeos bastante interessantes. Existe uma série de vídeos feitos pelo programa "Fantástico" da Rede Globo com a filósofa Viviane Mosé. São deliciosos. Feitos de uma linguagem televisiva primorosa. Neles a filósofa discorre sobre grandes filósofos e aborda, entre outros, Michel Foucault.
Vale a pena conferir. É só clicar no link.
Seguem, abaixo, links de vídeos bastante interessantes. Existe uma série de vídeos feitos pelo programa "Fantástico" da Rede Globo com a filósofa Viviane Mosé. São deliciosos. Feitos de uma linguagem televisiva primorosa. Neles a filósofa discorre sobre grandes filósofos e aborda, entre outros, Michel Foucault.
Vale a pena conferir. É só clicar no link.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
TECNOLOGIA DO EU E EDUCAÇÃO
Oi colegas!
Observando os artigos acadêmicos apresentados na internet, encontrei um que fala da ‘Tecnologia do Eu e Educação” onde podemos refletir sobre a subjetividade do ponto de vista antropológico. Larousse explica que “ O Foucault que tentarei colocar em relação com as práticas pedagógicas nas quais se constrói e modifica a experiência que os indivíduos tem de si mesmos é o que trabalhou numa antropologia histórica de nós mesmos”, justamente através do estudo dos mecanismos que transformam os seres humanos em sujeitos”. É nesse sentido que se pode utilizar a obra de Foucault para questionar as inércias teóricas das quais falava antes: Não porque implique uma teoria diferente do que a pessoa humana como sujeito, como capaz de certas relações reflexivas sobre si mesma, mas porque mostra como a pessoa humana se fabrica no interior de certos aparatos( pedagógicos, terapêuticos,...) de subjetivação. A dimensão mais geral da educação que este trabalho pretende reconsiderar tem a ver com a antropologia da educação, isto é, com as teorias e as práticas pedagógicas enquanto produtoras de pessoas. O jogo mais geral com a obra de Foucault será, portanto, um jogo antropológico.”
Espero que gostem!
Maria Helena de Barros Machado
LARROSA, Jorge. "Tecnologias do Eu e Educação". In:SILVA, Tomaz Tadeu. O Sujeito da Educação. Petrópolis:Vozes, 1994, p.35-86.
domingo, 27 de novembro de 2011
Escola Democrática: Estrutura, Gestão E Participação
Olá pessoal!
O artigo sugerido, traz consigo alguns questionamentos sobre os desafios que a escola enfrenta para implantar uma gestão democrática com a efetiva participação de todos os atores que compõem a instituição de ensino.
Possibilita uma reflexão sobre o tema e promove uma discussão a cerca das difilculdades entre os segmentos envolvidos no processo de mudança.
Nos remete à realidade vivenciada por um número considerável de escolas das redes de ensino público, onde podemos fazer um paralelo dessas experiências como sujeitos integrantes desse processo de mudançã.
Sheyla Arruda
http://www.artigonal.com/educacao-artigos/escola-democratica-estrutura-gestao-e-participacao-1058085.html
O artigo sugerido, traz consigo alguns questionamentos sobre os desafios que a escola enfrenta para implantar uma gestão democrática com a efetiva participação de todos os atores que compõem a instituição de ensino.
Possibilita uma reflexão sobre o tema e promove uma discussão a cerca das difilculdades entre os segmentos envolvidos no processo de mudança.
Nos remete à realidade vivenciada por um número considerável de escolas das redes de ensino público, onde podemos fazer um paralelo dessas experiências como sujeitos integrantes desse processo de mudançã.
Sheyla Arruda
http://www.artigonal.com/educacao-artigos/escola-democratica-estrutura-gestao-e-participacao-1058085.html
sábado, 26 de novembro de 2011
Resenha sobre Relações de Poder - Para disciplina da Prof. Nilza Simões
Por DAISY SALES DE AGUIAR
Este texto tem como objetivo analisar um tema central do pensamento de Hannah Arendt, qual seja, a distinção entre poder e violência. Trata-se de questão trabalhada pela autora em diversos escritos, porém mais sistematizada em seu famoso ensaio de 1969, Sobre a violência. Hannah Arendt faz uma crítica severa aos movimentos da “nova esquerda”, no final dos anos 1960. Segunda ela, sob pretexto de lutar contra um mundo ameaçado pela destruição nuclear e dominado pelas grandes administrações estatais, esses movimentos optaram pela glorificação irresponsável da violência, acreditando, erroneamente, ser ela a essência de todo poder. A autora identifica as origens teóricas desse equívoco. A tradição que entende o poder como uma relação de mando e obediência (amplamente hegemônica no pensamento político ocidental) operaria do seguinte modo: de um lado, define como tema central dos estudos políticos a relação de mando e obediência, guiando-se sempre pela questão “quem manda em quem?”; de outro, e por conseguinte, entende o poder como sinônimo de violência.
Arendt propõe retornar a uma outra tradição do pensamento político, qual seja, a greco-romana, que fundamenta o conceito de poder no consentimento e não na violência. Essa tradição alternativa pode ser encontrada na Cidade-Estado ateniense e na Roma antiga, pois tanto o conceito de “isonomia”, no primeiro caso, como o conceito de civitas, no segundo, trabalham com uma idéia de poder e de lei cuja essência não se assenta na relação de mando-obediência e não identifica o poder com o domínio. Apesar de utilizarem o termo “obediência” – mas sempre obediência às leis em vez de aos homens - o que eles de fato queriam dizer era apoio às leis para as quais os cidadãos haviam dado o seu consentimento.
Desse modo, poder refere-se sempre a uma relação de consentimento em que as instituições sustentam-se no apoio do povo. O apoio do povo revela um traço importantíssimo do conceito de poder em Hannah Arendt, pois esse apoio não é mais do que a continuação do consentimento que trouxe as leis à existência. Sendo assim, descobrimos outro traço essencial do conceito arendtiano de poder: além de ser uma relação de consentimento, o poder está vinculado ao “momento fundacional” de uma dada comunidade. O poder é o momento que traz as leis à existência, leis que retiram dessa ocorrência primitiva o consentimento que sustentará a manutenção futura das instituições. Por isso, lembra Arendt, todo governo depende de números, isto é, da opinião, enquanto que a violência pode operar em oposição a ambos. Conclui-se, assim, que a forma extrema de poder é "O Todos contra um", a forma extrema da violência é o "Um contra todos".
Quando se diferencia poder de violência, torna-se necessário aprofundar as distinções conceituais com o intuito de deixar claro o que o poder é e aquilo que ele não pode ser. Movida pelo desejo de clareza, Hannah Arendt propõe diferenciar os seguintes conceitos: poder, vigor, força, violência e autoridade. Para a pensadora, o poder corresponde à habilidade humana não apenas para agir, mas para agir em concerto. O poder nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e permanece em existência apenas na medida em que o grupo conserva-se unido. Quando dizemos que alguém está ‘no poder’, na realidade nos referimos ao fato de que ele foi empossado por um certo número de pessoas para agir em seu nome.
A definição acima enfatiza quatro aspectos: primeiro, o poder é um fenômeno do campo da ação humana; não é, portanto, uma “estrutura”, nem se iguala à posse de determinados recursos; segundo, o poder é um fenômeno do campo da “ação coletiva”; terceiro, o poder surge na medida em que um grupo se forma e desaparece quando ele se desintegra, o que reforça a tese de que o poder está ligado a um momento de fundação; por fim, “estar no poder” significa “estar autorizado” pelo grupo a falar em seu nome.
Definido dessa forma, o poder se diferencia radicalmente do conceito de “vigor”. Este descreve uma realidade essencialmente individual (e não política), um atributo inerente a uma coisa ou a uma pessoa que pode ou não ser utilizado na relação com outros indivíduos. Por ser essencialmente particular, o vigor pode ser sempre uma ameaça ao poder. A“força”, por sua vez, refere-se aos impactos coletivos (a “energia liberada”) que os movimentos sociais podem gerar sobre a sociedade e sobre o fenômeno do poder (id. ibid.). Sendo assim, ela não se confunde com a violência. Esta tem um significado muito mais estreito do que o termo genérico “coação”, pois parece designar apenas ação física agressiva sobre outrem, estando muito próxima do conceito de vigor.Portanto, violência não identificaria qualquer ato coativo, mas apenas aquele que opera, no caso das relações sociais, sobre o corpo físico do oponente, matando-o, violando-o, enfim, parece descrever apenas o uso efetivo dos implementos.
Por fim, o conceito de autoridade refere-se ao mais enganoso dos fenômenos políticos, pois descreve uma realidade aparentemente paradoxal. De um lado, identifica uma relação hierárquica de mando e obediência, mas que não se traduz em violência, isto é, não demanda o uso efetivo dos implementos para funcionar; de outro lado, não opera por meio da persuasão, pois não é uma relação igualitária, mas sim hierarquizada. Quem obedece o faz por “respeito”. Arendt observa que todas essas distinções são importantes porque permitem identificar fenômenos distintos, o que não quer dizer que eles não possam se entrecruzar na realidade concreta. Não é raro que o fenômeno do poder venha acompanhado de violência, sobretudo nos casos em que algum indivíduo reivindique para si um tratamento especial frente aos princípios estabelecidos pela ação em concerto que deu origem à comunidade em que ele está inserido.
Referências:
Teoria Política Contemporânea - Uma Introdução
A Condição Humana seguido de Sobre a Violência - Hannah Arendt. (L&PM Pocket)
Teoria Política Contemporânea - Uma Introdução
A Condição Humana seguido de Sobre a Violência - Hannah Arendt. (L&PM Pocket)
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